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21 dicas para criar um logo perfeito

Algumas dicas para criar logomarcas

A criação do design de um logotipo requer uma mistura complexa de habilidade, criatividade e aplicação correta de metodologia. Qualquer designer pode criar um bom logo, mas dominar todos os aspectos desse tipo de criação demanda tempo e dedicação.

Naturalmente, o design do logo é apenas uma pequena parte da identidade de uma marca, que atualmente engloba desde o design de interior até o tom de voz nas mídias sociais, mas o logotipo, ou marca, permanece a parte central na maioria dos planejamentos para divulgação de marcas.

01. Compreenda a concorrência


Antes de começar a criar o conceito para o design de um logo, pesquise o público-alvo e a concorrência cuidadosamente.

Compare os logos dos concorrentes. Essa comparação pode revelar estilos que são tendência.

Mas tenha em mente que seguir tendências pode fazer com que o logo fique rapidamente ultrapassado, então use-as apenas como referência para criar algo realmente único.

02. Faça as perguntas certas


É recomendável ter em mente as respostas para as questões a seguir. Elas vão ajudar a delimitar o público alvo e estilo.

– Por que estamos aqui?

– O que fazemos e como o fazemos?

– O que nos torna diferentes?

– Para quem estamos aqui?

– O que mais valorizamos?

– Qual é a nossa personalidade?

03. Mantenha a flexibilidade durante o processo de criação


Algumas dicas para criar logomarcas

As vezes é melhor apagar tudo e começar do zero

Alguns conceitos e estratégias que em teoria funcionariam bem podem ser um fracasso quando colocadas em prática. Por outro lado, uma ideia visualmente atraente que foi posta de lado durante a fase de brainstorm pode ser melhor trabalhada e ser a solução ideal. Então, mantenha a mente aberta para todas as possibilidades.

04. O logo é apenas um dos ingredientes


Atualmente, o design de um logo é apenas uma pequena parte do processo de criação da identidade visual de uma empresa.

A pirâmide se inverteu: as pessoas agora se envolvem com uma marca através de uma enorme variedade de formas e mídias e o logotipo não é sempre o seu primeiro contato com uma marca.

05. Escolha o tipo de fonte cuidadosamente


Algumas dicas para criar logomarcas

Modernização do logo do Google

Escolher o tipo de letra certo é uma parte crítica do processo de design de um logotipo. Algumas das marcas mais conhecidas do mundo são formadas por palavras, confiando inteiramente na tipografia para transmitir sua mensagem.

As fontes sem-serifas dominaram o design de logotipos nos últimos anos, muitas vezes estando de mãos dadas com o movimento minimalista.

Como parte de uma grande estratégia de renovação de sua marca, em 2015 o Google abandonou seu marcante logo com fonte serifada depois de 16 anos e adotou uma tipografia sem-serifas, limpa e moderna.

Mas não deixe que as tendências atrapalhem seu julgamento: uma fonte serifada ainda pode ser a escolha certa para seu projeto, especialmente se você precisa de um estilo elegante e luxuoso ou tradicional e profissional, então planeje com cuidado nas suas opções.

06. Refine para ganhar personalidade


Se for usar uma fonte que já existe na criação do logo, como por exemplo, a quase onipresente, Helvética. Você terá que dar mais atenção a outros pontos do design do logo, tais como: ícone, paleta de cor, estilo e assim por diante para conseguir desenvolver e realçar a personalidade da marca.

A distância entre as letras é um dos pontos essências para se trabalhar em um logo composto basicamente por uma fonte. Um espaçamento maior entre as letras pode passar a impressão de algo sofisticado e autoritário, por outro lado, letras bem próximas, ou até mesmo sobrepostas, formando um bloco único, tendem a passar a ideia de algo coeso, unido ou padronizado.

07. Considere usar uma fonte desenhada a mão


Fazendo apenas ajustes sutis por mais de um século, a Coca-Cola é a maior prova de que uma fonte desenhada a mão pode suportar o teste do tempo no quesito design.

Comparado com sua rival mais feroz, a Pepsi, que realizou pelo menos sete grandes alterações em seu logo, a líder mundial do mercado ostenta o mesmo logo que criou na década de 1880. Se a Coca-Cola tivesse abandonado sua fonte característica para usar uma sem-serifa, como a Pepsi fez na década de 1960, haveria um grande tumulto.

Novas dicas para criar logos

Comparativo entre a evolução do logo da Pepsi e Coca-Cola

Às vezes, uma fonte tradicional pode não ser o que você considera ideal para um logo, por isso, talvez, a criação de uma tipografia desenhada à mão pode ser a melhor saída.

A questão aqui é bem simples: se você utilizar uma fonte desenhada a mão realmente original sua marca tem grandes chances de ganhar notoriedade e ter uma vida longa pela frente.

08. Explore combinações de letras


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Logo da Fedex com sua seta escondida entre o ‘e’ e o ‘x’

Os monogramas não precisam ser restritos a pijamas, roupões e convites de casamento, quando recebem o tratamento certo, as iniciais da empresa diagramadas em um bloco único, podem criar uma imagem simples, mas eficaz, para uma marca. Isto é percebido facilmente no setor de moda, podemos usar como exemplo, a Coco Chanel com seus dois Cs entrelaçados.

A simples mas eficiente logo da Fedex, constantemente lidera listas dos melhores logotipos de todos os tempos, tudo graças à sua seta escondida entre o ‘e’ e o ‘x’ no fim da palavra.

Às vezes, mesmo a composição mais simples pode revelar acidentes que, desenvolvidos adequadamente, podem levar a criações geniais.

Tente digitar o nome da marca para qual criará o logo usando diferentes tipos de fonte e talvez um feliz acidente como o da Fedex ocorra.

09. Menos > mais


Dicas para criar logos

Algumas das marcas mais famosas do mundo são reconhecidas até mesmo quando o nome da empresa é omitido. Outras, estão tão ligadas a determinado símbolo ou forma geométrica que são subconscientemente lembradas ao se visualizar apenas uma parte desse símbolo.

Em 1971 a estudante de design Carolyn Davidson recebeu apenas $35 dólares para projetar o símbolo da Nike: uma forma maravilhosamente simples que pode ser esboçada rapidamente com apenas dois traços.

Existem algumas regras de ouro que são seguidas por todos os melhores exemplos do design de logos. Em primeiro lugar e talvez a mais importante: a simplicidade.

Inunde seu projeto de criatividade, mas não sobrecarregue o layout ou polua uma marca puramente pela questão estética. Você quer facilidade de reconhecimento, bem como versatilidade para usá-la em qualquer escala e aplicação. Na dúvida siga o seguinte raciocínio: ela vai funcionar tão bem aplicada em cartão de visitas quanto em outdoor no topo de um edifício?

De modo geral, quanto menos detalhes um logotipo possuir, mais memorável ele será.

10. Compreenda a psicologia das formas


Existem certos clichês na criação de logos que fazem com que profissionais experientes percam as esperanças. Podem ser consideradas soluções preguiçosas, por exemplo, usar uma lâmpada para representar “ideia” ou um globo para representar “internacional”.

Mas a psicologia das formas vai muito além do óbvio. A forma e a cor podem transcender barreiras culturais e linguísticas.

Tendo em mente que as formas podem nos influenciar psicologicamente, trabalhar bem essa questão na criação de um logo pode ser um grande diferencial.

11. O uso de diagramas


Dicas para criar logos

É cada vez mais comum para agências de design divulgar seus sketchbooks para o público, seja em plataformas on-line como Behance ou Dribble, ou como parte de seus cases em seus próprios sites, ou com a liberação para a imprensa especializada em design.

O novo ícone do Twitter é construído em torno de uma série de círculos interligados que, de acordo com este diagrama, está em conformidade com a “proporção áurea” de 1:1.618.

Muitas vezes, esses sketches mostram o lado técnico da criação de um projeto, revelando curvas e ângulos específicos que definem sua forma. Tais sketches podem ser pontos de referência inestimáveis para guiar seu próprio trabalho, além de ajudar a manter vivos princípios abstratos do design, como a proporção áurea.

12. Empregue espaço negativo


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Mesmo o uso mais sutil do espaço negativo pode ser incrivelmente eficaz. Para o canal americano de tv NBC, foi preciso apenas um pequeno contorno branco para transformar seis gotas coloridas com os tons do arco-íris em um pavão.

O uso inteligente do espaço negativo em uma marca pode causar surpresa, fazendo com que isso auxilie a fixação da marca na mente do consumidor. Como citado acima, o logo da FedEx é um exemplo frequentemente citado de aplicação inteligente do espaço negativo, mas há uma quantidade enorme de exemplos de marcas que o empregam também.

Se for utilizado inteligente e apropriadamente, o espaço negativo também pode adicionar significado extra ao design de um logotipo, reforçando a teoria de que a simplificação através da subtração pode criar uma grande marca.

13. Perspicácia e humor


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O logotipo da Amazon pode parecer simples à primeira vista, mas é muito perspicaz. Não só a flecha amarela passa a impressão de um sorriso de satisfação, como também mostra que a empresa tem de tudo, ou seja, produtos de A a Z.

Originalmente escrito por Beryl McAlhone e David Stuart e recentemente revisado e atualizado por Nick Asbury e Greg Quinton, o livro A Smile In The Mind é uma ótima referência se você está interessado em introduzir perspicácia e charme em seu trabalho, recheado com exemplos inspiradores dos principais expoentes do design.

Como Asbury e Quinton explicam na introdução da versão de 2016: “Perspicácia é um grande negócio, essencial para o sucesso de gigantes como Google, Apple e Coca-Cola… é a mágica que transforma maletas em veículos de espiões, aspiradores em melhores amigos.”

14. Entenda a psicologia por trás das cores


A psicologia das cores é fascinante e desempenha um papel fundamental na construção do entendimento da postura de uma marca, tanto se você está criando um logo baseado em um símbolo ou em letras.

O princípio da teoria das cores é o Círculo Cromático ou Roda de Cores, uma ferramenta essencial para combinar cores de diferentes maneiras. Ele foi originalmente esboçado por Sir Isaac Newton em 1666. A versão mais comum apresenta 12 cores, com base no modelo de cor ‘RYB’.

As cores primárias são vermelho, amarelo e azul, com as três cores secundárias (verde, laranja e roxo) criadas pela mistura de duas cores primárias. Finalmente, seis cores terciárias são criadas misturando cores primárias e secundárias.

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Princípios do círculo cromático demonstrados

Existem seis esquemas principais para se criar combinações agradáveis de cores usando um Círculo Cromático. As cores complementares são opostas umas às outras no círculo (tal como vermelho e verde, usadas pela Heineken, ou azul e amarelo, pela IKEA). As cores análogas ficam próximas umas das outras no círculo. E as cores triádicas envolvem três cores uniformemente espaçadas ao redor do círculo.

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O esquema de cores complementares da IKEA é instantaneamente reconhecível e permite um design de alto contraste

Outro esquema é o meio-complementar (que usa duas cores adjacentes a cor complementar principal). Retangular, um esquema de quatro cores baseado em torno de dois pares complementares. E finalmente, quadrado, outro esquema de quatro cores onde ao contrário do retangular, as cores são uniformemente espaçadas.

15. Escolha cuidadosamente o esquema de cor


A maioria dos esquemas de cores acima exigem uma gestão cuidadosa para serem bem-sucedidas no layout de um logo, e as cores muitas vezes não devem ser utilizadas em quantidades iguais.

Por exemplo, cores complementares tendem a ficarem intensas demais se usadas em excesso, por outro lado, cores análogas têm o problema oposto: são fracas e agradáveis aos olhos, mas sem contraste, resumindo, você deve escolher uma cor dominante, usando as outras como cores secundárias e de suporte.

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Exemplo de esquema de cor análogo

Cores triádicas são muito mais vibrantes, mas repetindo, escolha uma cor dominante das três. Para os iniciantes, muitas vezes é mais seguro optar por um esquema meio-complementar pois ele possui um equilíbrio natural entre contraste e harmonia.

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O logotipo do Firefox demonstra um esquema meio-complementar em ação. A cor dominante é a laranja da raposa, compensada pela azul do globo, com a amarela usada como uma secundária na cauda

Esquemas retangulares e quadrados são relativamente versáteis, já que há uma cor extra para se “brincar”, mas novamente, deve-se sempre escolher uma cor dominante e você deve prestar atenção ao equilíbrio entre cores quentes e frias.

16. Use cores para controlar o “humor”


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McDonalds é um exemplo de um esquema de cores análogo, mas do lado quente do círculo, para invocar sentimentos de felicidade e diversão

A escolha da paleta de cores pode transformar um logo em um grande sucesso ou em um fracasso retumbante, em parte por simples razões estéticas, mas também por conta das associações psicológicas das cores, algo que foi abordado brevemente acima.

Simplificando, cores do lado quente do círculo, como vermelho e amarelo, são arrojadas, atrevidas, edificantes e energéticas, enquanto suas semelhantes mais frias, azul e verde, transmitem calma e introspecção.

Isso é particularmente importante quando se trata de um logo: do ponto de vista emocional, temos que ter a preocupação de imaginar como os consumidores se sentirão ao terem contato com o logo e do ponto de vista prático, temos que nos preocupar com seu destaque no mercado perante seus concorrentes.

17. Não se esqueça do preto e branco


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Projetado pelo artista gráfico italiano Francesco Saroglia, o logotipo da Woolmark é um excelente exemplo de design monocromático e é tido como um dos maiores logos de todos os tempos.

Depois de tanto falar na importância das cores, é fácil esquecer que alguns dos logos mais emblemáticos do mundo são puramente monocromáticos e fazem um belíssimo uso do intenso contraste que essa paleta oferece.

Naturalmente, mesmo que seu logotipo seja colorido, ele ainda precisa funcionar perfeitamente em preto e branco em outros tipos de aplicação.

Se seu logotipo usa cores para transmitir um significado, pense se ele ainda refletirá esse significado quando as cores forem removidas. Às vezes isso pode significar mudar o contraste entre os diferentes elementos do logo para que eles ainda transmitam o significado quando reproduzidos em preto e branco.

18. É sempre bom pedir uma segunda opinião


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Dizem que esse é o lendário logo do Instituto Brasileiro de Estudos Orientais. Não se encontra nada para realmente confirmar isso. Mas não deixa de ser um excelente exemplo do que não fazer

Não subestime o valor de uma segunda (ou terceira) opinião para identificar coisas que você pode ter deixado passar durante a fase de criação. É sempre bom verificar atentamente para que não aconteçam mal-entendidos culturais imprevistos ou palavras com significados escondidos.

Alguns estúdios de design defendem a fixação do trabalho em andamento nas paredes para permitir sua revisão constante por pessoas diferentes, mas se você é um freelancer solitário tente encontrar alguém de confiança para analisar seu trabalho e esteja pronto para devolver o favor, é claro.

19. Desenvolva a identidade visual da marca


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Um logo não funciona isoladamente, ele precisa ser aplicado a alguma peça publicitária. Uma vez que você aperfeiçoou seu logotipo, o estágio final é criar uma boa estratégia de marketing para divulgar sua marca.

Um logotipo é apenas um pequeno componente de um projeto de marketing e deve ser desenvolvido em conjunto com outros itens da identidade visual de um projeto. O ideal é conseguir coerência entre os diferentes elementos dessa identidade.

20. Ajude as pessoas a entender sua marca com um manual de utilização


Dicas para criar logos

As diretrizes de uso da marca devem ser completas e cobrir tudo, desde opções de cores, tamanho máximo e mínimo em que o logo pode ser usado, regras de posicionamento, espaçamento, incluindo zonas de exclusão de outros elementos e definições de alongamento e distorção.

Algumas agências pregam que o manual ajuda a garantir uma transferência harmoniosa e consistente do conceito criado pelo designer ao cliente, outras dizem que o manual pode ser algo excessivamente restritivo.

Em uma busca rápida na internet podemos encontrar vários manuais de uso de marca de grandes empresas que podem ser usados como referência na criação dessa peça.

21. Como lidar com outras opiniões


Dicas para criar logos

Nos últimos anos, a importância da mídia social cresceu exponencialmente e cada ser humano e até mesmo seus bichinhos de estimação se transformaram automaticamente nos maiores especialistas, formados ontem, em todos os assuntos do universo conhecido e quiçá desconhecido, e isso, obviamente inclui o design (é como dizer que no Brasil somos 206 milhões de treinadores e cada um já escalou sua seleção…).

Logo, quem trabalha na área de criação deve ter sempre isso em mente. Nem mesmo Jesus agradou a todos, como diziam nossos avós. Mas isso de maneira alguma significa que devemos ignorar a opinião alheia. Tenhamos parcimônia.

Como falamos acima, um projeto de marketing vai muito além da criação de um logo e em plataformas como o Twitter, em que projetos podem ser lançados através de uma única imagem, qualquer erro pode ser um prato cheio para os críticos de plantão.

Recentemente, a Mozilla abraçou o crescente interesse em design e aproveitou-se disso no processo de redesign de sua marca. Envolvendo o público em várias etapas do processo e permitindo que ele opinasse nos caminhos a seguir. Resumindo, aceite as críticas construtivas e deixe as outras perdidas e esquecidas no limbo escuro dad ignorância.

Fonte: Creative Blog